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Quatro jogos educativos para trabalhar a Cultura Negra

Atualizado: 17 de ago. de 2023


Como trabalhar a cultura negra, afro-brasileira e africana, de maneira lúdica no ensino fundamental e no ensino médio? Neste texto apresentamos alguns jogos de história que podem ser uma boa estratégia para abordar a história e a cultura negra, africana e afro-brasileira, e as questões étnico-raciais na sala de aula.


jogos Cultura negra
Cartas do Jogo de tabuleiro Rotas do deserto para trabalhar a a história e a cultura negra na África Pré-Colonial

A importância da lei 10.639 para o ensino da Cultura Negra no Brasil


A lei 10.639 de 2003 já vai comemorar 20 anos e é um marco para a educação no Brasil, para a inclusão da cultura negra no currículo e para o combate ao racismo no plano educacional.


O racismo é um dos temas mais sensíveis e importantes para ser abordado nas aulas de história, pois situações de manifestação de racismo estão presentes cotidianamente no ambiente escolar, afetando com crueldade o emocional e a subjetividade de crianças negras. Por isso abordar a resistência, a cultura negra e o protagonismo do povo negro tanto na História do Brasil quanto da África é tão importante em nosso país.



jogo cultura negra
Recorte do Jogo de Pistas digital "Origens": sobre as nações dos africanos trazidos para o Brasil como escravizados

Uma alternativa para se abordar o tema do racismo, destacando a importância da cultura negra na História, prevista inclusive pela lei 10.639, é o ensino de história e da cultura negra africana e afro-brasileira. E essa temática pode ser trabalhada de forma lúdica utilizando como ferramenta jogos sobre a história e a cultura negra.


A seguir apresentamos quatro dicas de jogos que podem ser utilizados para abordar a cultura negra nas aulas de História.


Dica n.º 1: A cultura negra na África Pré-Colonial


Para trabalhar a riqueza cultural e econômica da África Pré-Colonial, com foco nas rotas das caravanas de comerciantes que cruzavam o deserto do Saara no período medieval apresentamos o jogo de tabuleiro Rotas do Deserto. Esse é um jogo de trilha composto por cartas e um tabuleiro para ser jogado de 2 a 6 jogadores. O objetivo dele é narrar, através das cartas, situações do cotidiano vividas pelas caravanas, também visa trabalhar a expansão da cultura e da religião islâmica em várias regiões da África.



cultura negra
Jogo de tabuleiro Rotas do Deserto

Você pode baixar gratuitamente o jogo de tabuleiro e as cartas em PDF para imprimir clicando aqui.




Dica n.º 2: Cultura negra e ancestralidade africana


O tema da ancestralidade dos africanos trazidos para Brasil em mais de três séculos de tráfico transatlântico de escravizados é algo fundamental para a população afro-brasileira.


Aqui é preciso dizer o óbvio: assim como as populações de origens europeias tem interesse pela história e o passado de seus familiares, as populações de origens africanas também querem se orgulhar da riqueza da cultura de seus ancestrais e saber sobre sua história. E essa é uma das razões da lei n. 10.639/2003 e sua ênfase no ensino da pluralidade cultural brasileira.


Assim como afirma Carlos Moore ( 2008, p. 15) é preciso:


"reafirmar e aprofundar as bases históricas de uma narrativa cujos protagonistas são o próprio povo africano [...] para contemplar as verdadeiras dimensões de nossa diversidade."


Jogo Cultura Negra
Jogo de Pistas para trabalhar o tema das origens dos africanos trazidos para o Brasil como escravizados

O Jogo de Pistas "Origens" por exemplo é uma dica para trabalhar a variedade e a pluralidade da cultura negra das antigas "nações étnicas" dos escravizados trazidos para o Brasil. Esse é um tema importante para observarmos a relação entre fatos históricos ocorridos no Brasil, como a Revolta dos Malês por exemplo, e a origens étnicas dos escravizados protagonistas desses fatos.






O jogo "Origens" é um jogo digital elaborado para ser projetado em sala de aula e é parte integrante do catálogo de jogos da Play História.



Dica n.º 3: Cultura negra e resistência no Brasil


Uma outra dica de jogo educativo de História para trabalhar cultura negra, também pertencente ao catálogo da Play História Jogos Educativos é o jogo "Quem sou eu: Personalidade Negras no Brasil".



Cultura Negra Jogo de História
Recorte do Jogo de História "Quem sou eu? Personalidades Negras no Brasil"


Tal como o jogo "Origens", esse é um jogo digital para ser projetado em sala de aula, o professor deve dividir a turma em duas equipes que precisam adivinhar quem é a personalidade a partir das pistas que irão ser abertas ao longo do jogo.


A proposta desse jogo educativo é mostrar o protagonismo negro tanto na resistência à escravidão durante o período colonial, nos movimentos abolicionistas durante o século XIX, e também a importância da cultura negra, como expressão da luta do povo negro contra o racismo e por dignidade, respeito e direitos.






Dica n.º 4 - Jogo dos 4 erros "Debret e a Sociedade Colonial"



O pintor Jean-Baptiste Debret integrou a Missão Artística Francesa que veio para o Brasil em 1816 amparada por D. João VI, ele retratou cenas cotidianas do nosso país na primeira parte do século XIX. Em muitas cenas ele tratou de temas da cultura negra, como a pintura o "Velho Orfeu Africano":



Cultura Negra
Recorte do Jogo dos 4 erros: Debret e a Sociedade Colonial"


O objetivo desse jogo educativo é chamar a atenção dos alunos para as pinturas de Debret. Ao mesmo tempo em que os alunos procuram os quatros erros adicionados na imagem (elementos que não fazem parte daquele contexto) eles também observam os detalhes da pintura.


Pelo jogo e pelo lúdico, o professor da turma pode abordar questões sobre o trabalho, o cotidiano e a cultura negra do Brasil no século XIX.



Por uma educação antirracista


Além das possibilidades de se trabalhar temas específicos da cultura negra através dos jogos educativos, a dinâmica de jogar em equipe ou em grupo também pode servir para a desenvolvimento de habilidades sociais, especialmente o reconhecimento e a aceitação do outro, a tolerância e a negociação das diferenças, que são habilidades fundamentais para o combate ao racismo e ao preconceito.





Referências Bibliográfica:


MOORE, Carlos. Porque as matrizes africanas? In: NASCIMENTO, Elisa Larkin (org.). Cultura em Movimento: Matrizes africanas e ativismo negro no Brasil. São Paulo: Selo Negro, 2008. (Sankofa, v.2)








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